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Título:  
  Caminhos da educação pública no Brasil: dilemas e tensões para a realização de uma educação emancipatória
Autor:  
  Samara Lima Tavares Mancebo   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  PUC-RIO/SOCIOLOGIA POLÍTICA E CULTURA
Área Conhecimento  
  SOCIOLOGIA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2007
Acessos:  
  375
Resumo  
  A dissertação visou acompanhar um pouco da evolução do sistema de ensino público no Brasil; desde sua expansão na década de 1930 até a atualidade com o fito de tentar compreender as possíveis causas de seu persistente déficit qualitativo; não obstante os enormes avanços que vem sendo alcançados; quanto à expansão do acesso ao ensino; desde o final da década de 1980. Ao mapear essa evolução; identificamos como um dos importantes componentes para sua condição qualitativamente deficitária a forma conservadora e seletiva como veio se desenvolvendo o sistema de ensino no país; a qual se mostrou relacionada à própria forma invertida e dual como se desenvolveram os direitos de cidadania no Brasil. Essa relação se justifica uma vez que a educação é entendida como um direito social e humano e; para além disso; uma pré-requisito para que os cidadãos estejam mais aptos a exercerem seus direitos civis e políticos. Partiu-se da premissa neste trabalho de que a educação pública como está constituída não se apresenta como democrática; dado que não capacita a todos os indivíduos em igualdade de condições; a despeito de suas diferenças culturais; de renda; gênero; cor ou região; o que acaba por permitir que as desigualdades sociais se reflitam nas desigualdades escolares; naturalizando-se no interior da escola e reproduzindo as desigualdades fora dela. A naturalização das desigualdades no interior do ciclo escolar; e a reprodução das mesmas fora desse ciclo; acabam contribuindo para o aumento das desigualdades de oportunidades de trabalho; implicando em sérios entraves para o desenvolvimento social e econômico do país; assim como para a democratização do exercício da cidadania. Neste caso; a compreensão da educação como e para o exercício dos direitos de cidadania; associada à percepção de que um dos motivos para sua qualidade deficitária seja justamente o esvaziamento de sua condição de direito e; de sua função maior de formar para a cidadania; nos levou a concluir que uma das possíveis alternativas para o problema do déficit educacional público no país seria o estabelecimento de uma educação que fosse orientada pelos direitos humanos e de cidadania. Uma educação que; ao ter sua estrutura e prática pedagógica orientada pelos direitos além de estimular a formação de sujeitos pedagógicos críticos; autônomos e reflexivos; favoreceria o fortalecimento dos grupos desfavorecidos na sociedade civil; tornando-os potenciais sujeitos políticos conscientes de seus direitos e deveres de cidadania; mais aptos à participação política e à luta por realização de direitos. Nesse sentido; essa educação poderia ser vista efetivamente como democrática; inclusiva e emancipatória. Esta sim poderia ser considerada uma educação de qualidade.
     
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