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Título:  
  Aspectos anatômicos e histológicos da laringe de morcegos da família Phyllostomidae (Mammalia: Chiroptera) e relações com a ecolocalização
Autor:  
  Katharine Raquel Pereira dos Santos   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFPB/J.P./CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (ZOOLOGIA)
Área Conhecimento  
  ZOOLOGIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2007
Acessos:  
  388
Resumo  
  A laringe em morcegos tornou-se adaptada estruturalmente e funcionalmente para produzir e controlar os diferentes pulsos de ecolocalização. Todos os Microchiroptera incluindo os Phyllostomidae se orientam acusticamente pela informação contida no eco do som emitido através da laringe. Diferenças significativas foram observadas nas cartilagens; musculatura e nos primeiros anéis traqueais entre as famílias para emissão destes pulsos em morcegos insetívoros. Pouco se sabe da morfologia da laringe das espécies de Phyllostomidae; sendo esta uma das maiores família e ecologicamente diversa dentre Chiroptera. Deste modo; a descrição morfológica comparativa da mucosa; glândulas laríngeas e musculatura da laringe; acrescida dos dados da armação esquelética visa entender a relação deste órgão com o processo de ecolocalização; assim como; entender as relações de parentescos entre os táxons. Para tanto; foram utilizadas as laringes de dez espécies para análise histológica e nove para musculatura; representando cinco subfamílias de Phyllostomidae depositados na Coleção de Mamíferos-DSE-UFPB. Das laringes coletadas uma parte foi processada histologicamente para reconstrução do modelo tridimensional e análise histológica e histoquímica; enquanto as demais; submetidas a dissecações para descrição da musculatura. Os resultados das análises histológica e histoquímica revelaram que a mucosa laríngea está constituída por um epitélio pseudo-estratificado ciliado com células caliciformes predominantemente na região infraglótica; e um epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado em áreas de maior atrito; além de uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo fibroelástico no ligamento vocal e dorsal. Apenas Phyllostomus hastatus exibiu criptas na mucosa do pecíolo e adito; podendo caracterizar uma autapomorfia para espécie e uma adaptação para favorecer a emissão dos pulsos de alta intensidade juntamente com as modificações da cartilagem. A prega vocal em todas as espécies analisadas projeta-se ainda cranialmente como uma franja delgada; a membrana vocal; permitindo às espécies uma grande capacidade de modulação da freqüência do som. Foram observadas glândulas seromucosas craniais; médias e caudais mergulhadas na lâmina própria. As espécies de Desmodontinae apresentam uma redução ou ausência das glândulas do grupo cranial e médio; enquanto as espécies de Stenodermatinae um aumento das mesmas; assim estas modificações podem consistir uma adaptação para emissão dos pulsos específicos das subfamílias relacionados ao hábito alimentar. A análise histoquímica revelou predominância de glicoconjugados carboxilados e glicoproteínas neutras e ricas em ácido siálico em todas as espécies; indicando que o muco produzido atuará tanto lubrificando e protegendo a superfície laringeal; quanto interferindo no som emitido. A descrição da musculatura revelou que o músculo cricotireóideo está constituído por três ventres e que dois destes; ainda apresentam uma porção superficial e outra profunda. O ventre dorsal consiste em um músculo bipenado e a posição do tendão médio associado ao comprimento do corno da cartilagem tireóide relaciona-se tanto com a emissão de sons de altas freqüências quanto uma grande variação no intervalo de freqüência do pulso. Os músculos cricoaritenóideo dorsal e aritenóideo transverso são bastante robustos para suportar a ação do M. cricotireóideo durante a tensão das pregas e membranas vocais e assim em conjunto; desenvolver a modulação da freqüência característica dos pulsos da família Phyllostomidae. O músculo tireo-hióideo constituído por dois ventres; pode consistir em uma autapomorfia para a subfamília Phyllostominae; além de estar relacionado com o grande intervalo da duração do pulso característico da subfamíla; ainda pode ser uma adaptação relacionada ao hábito alimentar.
     
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