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Título:  
  O Indianismo e o problema da identidade nacional em A lágrima de um Caeté, de Nisia Floresta
Autor:  
  Stélio Torquato Lima   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFPB/J.P./LETRAS
Área Conhecimento  
  LETRAS
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  1.617
Resumo  
  O período romântico configurou-se no Brasil em uma etapa relevante do processo de construção de nossa identidade nacional. Instaurando-se no país pouco depois da Independência; o Romantismo foi marcado pelo esforço de nossos escritores de erigirem os símbolos que nos identificariam frente às demais nações. É nessa perspectiva que a autora potiguar Nísia Floresta (1810-1885) desenvolveu uma interessante reflexão sobre a identidade brasileira em A lágrima de um caeté; longo poema escrito em 1849 e através do qual Nísia manifestou sua aspiração republicana. Mostrando-se simpática ao levante praieiro; ao mesmo tempo em que confere o papel de antagonista às tropas imperiais; Nísia Floresta utiliza-se do indianismo na referida obra como um modelo estruturante de um discurso através do qual ela expressa sua posição política. A despeito disso; cumpre destacar que o poema em foco é também marcado por desacordos entre as intenções humanitárias de Nísia Floresta e o lugar de onde ela emitia seu discurso; considerando a condição da escritora como uma representante da classe dominante e uma intelectual de uma nação periférica. Nesse contexto; este trabalho é desenvolvido tendo como horizonte de análise a hipótese de que o retrato do índio presente em A lágrima de um caeté termina por se coadunar com o pensamento majoritário das elites brasileiras em relação ao problema da identidade nacional. Na análise da questão da identidade nacional em A lágrima de um caeté; nos orientamos por um entendimento da nação como uma construção discursiva e ideológica; tal como defendem teóricos como Eric Hobsbawn; Benedict Anderson e Homi Bhabha. Por outro lado; as postulações teóricas de Mikhail Bakhtin; com ênfase para os conceitos de dialogismo e polifonia; nos permitiram compreender como a relação entre as vozes em conflito do poema nisiano evidenciam as contingências sócio-históricas que dificultavam; na primeira metade do século XIX; a construção de uma identidade nacional que pudesse dar conta da diversidade cultural brasileira. É nessa perspectiva que demonstramos em nosso trabalho como A lágrima de um caeté e seus atributos textuais se organizam enquanto representação estética do problema da identidade nacional
     
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