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Título:  
  Boletim informativo em UTI: percepção de familiares e profissionais de saúde
Autor:  
  Edna Magalhães de Alencar Barbosa   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFG/ENFERMAGEM
Área Conhecimento  
  ENFERMAGEM
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2006
Acessos:  
  4.916
Resumo  
  No cotidiano da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a família mostra-se ansiosa; tem medo da perda; do desconhecido e se vê desamparada. Essa situação é mais crítica quando se depara com uma unidade de acesso limitado por horários rígidos; curto tempo de visita e restrito número de visitas; por paciente. Dentre as normas e rotinas da maioria das Unidades de Terapia Intensiva (UTI); encontra-se aquela relativa às informações clínicas sobre os pacientes internados; que geralmente são fornecidas por meio de um Boletim Informativo (BI); contendo termos como: grave; estável; regular; que não esclarecem satisfatoriamente o estado do familiar internado. É muito comum que a família tenha acesso ao Informativo e busque informações adicionais por meio de telefonemas ou pessoalmente na UTI. Trata-se de estudo descritivo; exploratório com objetivo de identificar semelhanças e diferenças entre os Boletins Informativos das UTI e entre as rotinas de transmissão de informações aos familiares de pacientes internados em UTI; descrever a percepção de profissionais enfermeiros; médicos e familiares sobre o Boletim Informativo; como instrumento de comunicação do estado clínico do paciente internado em UTI; identificar os aspectos da comunicação envolvidos na compreensão dos Boletins Informativos das UTI pelos familiares e profissionais de saúde; identificar sugestões dos profissionais enfermeiros; médicos e familiares; que possibilitem a elaboração de um informativo adequado às necessidades de informação dos familiares. O estudo foi realizado em quatro UTI de hospitais públicos de ensino e grande porte; da cidade de Goiânia-GO. Os participantes do estudo foram: 18 familiares de pacientes internados nas UTI e 23 enfermeiros e médicos que atuam nestes serviços. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas e analisados considerando as orientações de Bardin (2004); para análise do conteúdo das respostas. A comparação entre as rotinas de informação de cada UTI e os diversos boletins indicou que eles são semelhantes tanto na forma quanto no conteúdo; incluindo itens referentes ao estado geral; nível de consciência; respiração; pressão arterial; febre e diurese dos pacientes internados. Da análise dos resultados emergiram quatro categorias nomeadas “Boletim Informativo: linguagem técnica; simplificada e não individualizada”; “Boletim Informativo: a falta de critérios para elaboração”; “Boletim Informativo: satisfatório na medida do possível”; “Boletim Informativo: a compreensão mediada pelo processo comunicativo”. A maioria dos informantes caracterizou o Boletim Informativo como pouco compreensível e cuja linguagem técnica não esclarece a situação do paciente; gerando confusão e dúvidas sobre a confiabilidade das informações. Consideraram-no também subjetivo e controverso pela falta de critérios de consenso sobre os termos usados na sua elaboração. O BI pode ainda ser gerador de angústia e desesperança por apresentar dados pouco relevantes e por vezes desencontrados. Contudo; alguns informantes mencionaram que o BI é uma forma eficaz de transmitir informações e capaz de atingir a percepção do familiar por ser simples e porque existem aspectos éticos que limitam sua elaboração. Ressaltaram a importância de receber as informações de maneira mais descritiva e interativa; com a inclusão de itens menos técnicos e um glossário anexo; que permitam ao familiar acompanhar a evolução do seu parente; sendo transmitido por profissional capacitado. Identificou-se similaridade nos discursos dos profissionais e familiares; e uma prática profissional não condizente com o exposto. Isso nos leva a refletir que são fundamentais as mudanças na forma e conteúdo dos BI; bem como a revisão de alguns modos cotidianos de pensar e agir. Pressupõe ainda a compreensão de que a excelência da qualidade da assistência; baseada na comunicação efetiva; envolve reorganização do processo de trabalho em dimensões teóricas; práticas; políticas; organizacionais e interpessoais. Porém; este processo de mudança está mais na dependência de mudanças pessoais do que externas; pois a qualidade da tarefa assistencial envolve não apenas o agir técnico; mas; sobretudo a dimensão humana; que certamente decorre da interação; do diálogo efetivo; do respeito à diversidade de percepções; enfim; da mudança de comportamentos. Significa transformar em ações o discurso do “atender com qualidade”.
     
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