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Título:  
  História, filosofia e espaços: a idéia de ocidente em Oswald Spengler
Autor:  
  Leandro Assunção da Silva   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFRN/HISTÓRIA
Área Conhecimento  
  HISTÓRIA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  1,899
Resumo  
  Esta dissertação trata de estabelecer uma discussão epistemológica; do ponto de vista de uma história da ciência histórica; num momento de sua história onde se definiam seu estatuto; seus métodos; abordagens e condições de possibilidade e; acima de tudo; num momento de crise da história; que se vê ameaçada na sua privilegiada posição; tanto nas instituições universitárias quanto no imaginário coletivo social dos europeus; como campo de saber por excelência da cultura. Enfrentando; por um lado; as emergentes e ambiciosas ciências sociais (geografia e sociologia principalmente) e; por outro lado; travando uma luta (tão histórica quanto a própria história) contra as pretensões hegemônicas manifestadas pelos discursos das filosofias da história; muito especialmente “A decadência do Ocidente” de Oswald Spengler. Buscando articular este contexto de lutas por espaço; poder e verdade travado nos meios intelectuais do começo do século XX; com as problemáticas teóricas; metodológicas e epistemológicas que se constituem em legados para a contemporânea prática historiográfica. Nosso foco é o conceito de espaço; questão forte para o recorte temporal em questão; tendo em vista a renuncia da filosofia e também da história em relação a esse conceito; em detrimento da questão do tempo; central até então (e até hoje) em ambos os discursos Foi preciso que os questionamentos dos discursos da geografia de Vidal de la Blache e da sociologia de Emille Durkheim e; mais tarde; da “morfologia spengleriana da História Universal”; que trouxeram respectivamente; a região; a sociedade e as civilizações para o campo das possibilidades do discurso do historiador; entendidas como espaços “de história” (e não mais “da história”.) Neste caso; os historiadores em questão são aqueles que; inseridos neste contexto de crise e questionamento da essência e autoridade do discurso historiográfico; visaram reformular as bases teórico-metodológicas do saber histórico; ao mesmo tempo que demarcavam a especificidade e afirmavam tanto do ponto de vista institucional; quanto do teórico um espaço da história: um lugar de autoridade; de poder; um lugar hegemônico no campo das ciências humanas. Trata-se dos iniciadores de uma tradição historiográfica que; iniciada na França expandiu-se e consolidou-se no Ocidente como referência de prática historiográfica: a escola dos Annales; muito especialmente Lucien Febvre e Fernand Braudel. Buscando entender como essas lutas sócio-intelectuais se traduzem em oposições epistemológica e explicam as diferenças que definiram escolhas teóricas; métodos e abordagens da história em relação aos espaços. Tendo como referência para tanto; sempre; a obra de Spengler; como este definiu os conceitos de história; ciência; espaço; civilização; cultura; cidade; campo e; principalmente; discutindo a relação spengleriana como o mundo sócio-político que o cercava; constituía e com o qual este interagia; bem como com as tradições de pensamento as quais se filia ou rejeita.
     
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