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Título:  
  Bases para educação ambiental em espaços não-escolarizados: um estudo com a Comunidade de Retireiros do Araguaia, Luciara - MT
Autor:  
  Regisnei Aparecido Oliveira Silva   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFMT/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2005
Acessos:  
  647
Resumo  
  O presente trabalho foi realizado com a população de uma comunidade tradicional denominada Retireiros do Araguaia; localizada no município de Luciara; região Norte Araguaia do Estado de Mato Grosso a 11° 05 25 S e 50°37 49 N; distante 1200 quilômetros da capital do estado; Cuiabá. Teve como objetivo estudar a relação entre o saber tradicional desta população acerca do ambiente e o processo educativo ali estabelecido. Utilizou-se como base metodológica a observação participativa e entrevista semi-estruturada com retireiros escolhidos por amostra intencional. A Comunidade é formada por aproximadamente 40 famílias que há mais de seis décadas desenvolvem uma atividade de cria de gado bovino em pastagens nativas da região. O sistema de uso comum do espaço é característica fundamental para a subsistência destas famílias. O gado é criado de forma extensiva nos períodos de seca (maio a dezembro) e no período chuvoso (janeiro a abril) é retirado para as partes altas; onde não há inundação. Para se manterem inseridos nesse ambiente; os retireiros adquiriram ao longo dos anos uma gama de conhecimentos que vai desde o manejo da fauna e flora até o conhecimento sobre o ambiente físico (clima; solo; temperatura). Associado a este saber; percebe-se uma forte ligação deste povo com a simbologia e misticismo; atribuindo a estes fatores; diversos fenômenos naturais. Todo esse conhecimento é entendido como um processo educativo informal que ocorre em espaços não-escolarizados no cotidiano das famílias de acordo com suas manifestações culturais. Nota-se que é este o conhecimento de que dependem para sobrevivência no local; sendo passado de geração a geração; por meio da observação e oralidade e registrado culturalmente na memória do povo. Este modelo é entendido como Educação Ambiental informal e pode servir de subsídio para discussões em espaços escolarizados; pois além de garantir a permanência da população no local; garante o equilíbrio do ambiente e consequentemente a conservação da biodiversidade. Além desse saber; a população participa da educação desenvolvida nos espaços escolarizados; entendida como educação formal; utilizando-a como mecanismo de conquista de seus direitos e luta para uma “melhor qualidade de vida”. Estes dois modelos de educação são fundamentais para consolidar o processo educativo na comunidade e garantir a identidade da população retireira.
     
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