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Pesquisa Básica
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Pesquisa por Periodicos CAPES
 
     
 
Título:  
  ““Falo o que ‘nego’ quer ouvir”: identidades camaleônicas na nova ordem do trabalho
Autor:  
  Miriam Viniskofske   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFRJ/INTERDISCIPLINAR LINGÜÍSTICA APLICADA
Área Conhecimento  
  LINGÜÍSTICA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  392
Resumo  
  Esta pesquisa qualitativa; de cunho etnográfico; aborda o processo de construção de identidades profissionais que ocorre durante entrevistas realizadas por uma professora com seus alunos-executivos em preparação para o teste estandardizado GMAT® - requisito do processo de seleção de candidatos a cursos de MBA; tanto no exterior como no Brasil. A noção de prática crítica de Lemke (1995) – que se volta para a compreensão dos processos de estabilização do mundo social implicados nas políticas textuais vigentes – norteia a totalidade do percurso investigativo adotado: discussão sobre os discursos da chamada nova ordem do trabalho; definidores de parâmetros para a ação profissional no momento contemporâneo (Gee; 2000; Sennet; 2005); identificação de uma rede de comunidades de prática (Wenger; 1998) ligadas ao atual mercado de trabalho; das quais o GMAT® e as práticas de letramento que envolve são partes constituinte e constitutiva; análise dos efeitos discursivo-identitários do contexto traçado sobre um grupo de atores sociais; e articulação entre dinâmica emergente nas interações locais (i.e.; durante as entrevistas) e a ordem social mais ampla. Através de uma perspectiva socioconstrucionista do discurso e das identidades sociais (Moita Lopes; 2003); associada às considerações foucaultianas sobre a articulação poder– saber–subjetividade e às categorias enquadre (Goffman; 1974); alinhamento (Goffman; 1979) e posicionamento (Davies; Harré; 1990); o estudo desenvolve duplo movimento analítico ao examinar criticamente o GMAT® e os discursos sobre ele produzidos por alguns de seus examinandos. O primeiro movimento relaciona o GMAT® à perspectiva do exame (Foucault; 1975); identificando; nas práticas de treinamento para o teste e de execução do mesmo (entendidas como práticas de letramento); uma série de dispositivos disciplinares que se imbricam a mecanismos de controle (Deleuze; 1992). O segundo movimento aponta para diferentes níveis de identificação dos examinandos com o universo da nova ordem do trabalho; que oscilam desde a adoção acrítica desses discursos; compondo um “kit identitário” padrão do profissional contemporâneo; até apropriações mais refletidas. Essas respostas são construídas discursivamente por um repertório emocional que varia entre idéias de assertividade / autoconfiança / certeza e insegurança / menos-valia / dúvida; entre outros; integrando um continuum de posições. O estudo conclui mostrando que é na comunidade de prática que se hibridiza uma série de discursos e práticas relacionados ao mundo do trabalho e da educação; que; ao se retroalimentarem; fabricam um contexto de exclusão norteado pela dicotomia competentes / vencedores (os que estão dentro) e incompetentes / fracassados (os que estão fora); no qual indivíduos reproduzem a dinâmica altamente competitiva do mercado de trabalho atual.
     
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