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Título:  
  Juventude na educação de jovens e adultos: novos sujeitos num velho cenário
Autor:  
  Idalina Souza Mascarenhas Borghi   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFBA/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  353
Resumo  
  A pesquisa Juventude na EJA: novos sujeitos num velho cenário é o resultado de um estudo com jovens entre 15 e 24 anos; que frequentam a educação de jovens e adultos em uma escola pública da cidade de Salvador. Trata-se de compreender os significados produzidos pelos jovens da EJA em relação à sua trajetória escolar e a repercussão destes para a configuração de propostas pedagógicas coerentes com as demandas do público jovem da EJA. A pesquisa; de natureza qualitativa; caracteriza-se como um estudo de caso do tipo etnográfico; considera a multireferencialidade como perspectiva teórica; ressaltando os princípios da etnografia como balizadores da pesquisa. O trabalho conta com os seguintes procedimentos metodológicos: observação participante; entrevista semiestruturada; questionário; registro fotográfico e grupos de diálogos. Na discussão teórica; costurada com as biografias escolares dos jovens; se estabelece um diálogo sobre o conceito de juventude e identificam-se maneiras diversificadas dos grupos sociais vivenciarem a condição juvenil. As reflexões acerca do processo de globalização mostram os efeitos da mesma para a produção de existência dos jovens das classes populares. Percebe-se incompatibilidade entre o lugar social que a escola atribui aos jovens da EJA e a percepção destes sobre sua inserção na escola. Por conta desses fatores; são evidenciadas algumas estratégias de resistência ao lugar instituído pela escola; expressas a partir de atitudes que promovem a autoafirmação. Na medida em que se busca problematizar as tramas das relações na escola; observam-se fenômenos contraditórios: a escola é apresentada como espaço de exclusão e medo; e; ao mesmo tempo; como espaço de proteção e sociabilidade. As relações de poder que perpassam o cotidiano da escola apontam para algumas facetas do silenciamento; estratégia utilizada para escamotear a violência e sustentar a baixa qualidade do ensino. Os jovens chegam a EJA por conta de um percurso escolar com pouco sentido positivo para suas vidas; percebem a força negativa dos estigmas no processo de aprendizagem e inclusão social; demarcam desejo de valorização de suas culturas e saberes; reconhecem suas fragilidades e recorrem à escola na esperança de se apropriarem dos conteúdos escolarizados; serem ouvidos e construir trajetórias exitosas. Para isso a escuta sensível pode se constituir um caminho viável à aproximação das demandas dos estudantes e possibilitar a elaboração de um projeto específico para os jovens da EJA.
     
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