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Título:  
  A liberdade na aprendizagem ambiental cigana dos mitos e ritos Kalon
Autor:  
  Aluízio de Azevedo Silva Júnior   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFMT/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  631
Resumo  
  O passeio pelo universo cigano se construiu a partir de um grupo Kalon específico e bem localizado espacialmente no Estado de Mato Grosso, que reúne uma população aproximada de 300 pessoas (96 famílias). O diálogo estabelecido, calcado na fenomenologia do imaginário, proporciona uma viagem pela liberdade da aprendizagem ambiental cigana, manifesta no culto à vida e na aceitação absurda do destino humano, que oscila ora ofertando temperos e sabores da comida farta nas festas de casamentos, nascimentos, aniversários e batizados, ora nos dissabores, problemáticas, sofrimentos, traumas e dores trazidos pelas doenças e mortes. Os mitos e ritos do grupo pesquisado trazem uma cosmologia onde o meio-ambiente ocupa um papel fundamental na construção de sua (s) identidade (s) cultural (is). Os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) dão o tom nas narrativas, permeiam os imaginários e estruturam as vivências, acontecimentos e significados das tramas das várias existências ciganas, sejam eles caóticos ou harmoniosos. O conto de Lena e o drama da morte no fogo foram a porta de entrada da pesquisa, ancorada em Gaston Bachelard e sua “psicanálise do fogo”. A Educação Ambiental (EA) pós-crítica proposta por Sato, Passos e Tristão consolidou um diálogo fluídico e dialógico, além de oferecer os métodos qualitativos, inscritos numa etnografia de cunho participante, já que pertenço ao grupo pesquisado. Portanto, de cunho híbrido, a metodologia garantiu três dimensões fenomenológicas: (a) os espaços identitários subjetivos de cada sujeito (monoculturalismo – EU), (b) as lutas das tribos, guetos ou grupos (multiculturalismo – OUTRO), e (c) a capacidade inventiva de perceber o mundo para além de nossas próprias lutas, assumindo o tecido emaranhado do mosaico internacional (interculturalismo – MUNDO).
     
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