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Título:  
  Cabo Verde: um projeto de país e a ideologia da educação como estratégia para o desenvolvimento - estudo da constituição do ensino técnico Curitiba 2009
Autor:  
  Joaquim Jorge Monteiro Morais   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFPR/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  266
Resumo  
  O presente estudo ocupa-se do debate sobre o papel da orientação das reformas educativas fundamentadas na Teoria do Capital Humano, em Cabo Verde. Desde os primórdios da independência do país, em 1975, os discursos oficiais relacionaram a educação ao desenvolvimento, fazendo com que o Ensino Técnico assumisse lugar de destaque ao adquirir centralidade nos discursos oficiais e proclamando a importância da educação enquanto motor do desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, dos problemas identificados e das transformações introduzidas no Ensino Técnico, uma indagação torna-se pertinente, qual seja: se à educação foi atribuída um papel capital enquanto vetor de desenvolvimento, torna-se pertinente questionar se a evolução do sistema de ensino reflete, ou não, a necessária articulação com o processo global de desenvolvimento. Para responder à questão, faz-se um estudo da política educativa em Cabo Verde e das reformas introduzidas nas décadas de 1990 e 2000, procurando fazer uma análise do papel que tem ocupado a educação no contexto dos projetos de governo de Cabo Verde pós-independência. O objetivo central da pesquisa é o de discutir a ideologia da educação como estratégia para o desenvolvimento econômico e redução da pobreza. Discute-se a hipótese de que há um movimento que busca associar educação e desenvolvimento, o que se apresenta nas mudanças propostas para o Ensino Técnico Secundário, e que é tencionado pela herança colonial, fazendo com que o discurso se institua mais como ideologia do que em mudanças efetivas. Verificou-se que a condução das reformas com base na Teoria do Capital Humano não levou em conta a estrutura do mercado de trabalho e do tecido empresarial, além da realidade política e social interna, fazendo com que os resultados preconizados não fossem atingidos. A análise leva a concluir que, no caso nacional, o discurso das reformas educativas que se articulam direta e unilateralmente às mudanças nos contextos produtivos configura-se mais como ideologia, no sentido de falseamento da realidade, do que como demanda real.
     
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