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Título:  
  Feminismo e construção de identidades femininas: As meninas, de Lygia Fagundes Telles
Autor:  
  Natália Ruela   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UEM/LETRAS
Área Conhecimento  
  LETRAS
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  3,944
Resumo  
  Essa dissertação investiga a representação das personagens femininas Lorena, Ana Clara e Lia, protagonistas do romance As Meninas (1973), de Lygia Fagundes Telles. A representação dos corpos femininos, nesse importante romance dos anos 1970, reporta, aparentemente, a modelos estereotipados, ditados pela ideologia patriarcal dominante, e perpetuados pelas tecnologias de gênero, como o cinema, a televisão e a própria literatura. Nesse sentido, convidam a uma aproximação com modelos perdurados pelos tempos, advindos, desde a antiguidade clássica, nas figuras das deusas Hera, Atena a Afrodite. No entanto, a opção da escritora pelo foco narrativo múltiplo possibilita ao/a leitor/a uma maior visão das características individuais de cada uma dessas figuras femininas. Assim, tais representações afastam-se das figuras das deusas e dos conceitos tradicionais quando suas singularidades e seus pensamentos, não vistos pelo outro, são transparecidos por meio do discurso pessoal e do fluxo de consciência. Metodologicamente, essa dissertação transita entre o pensamento estruturalista e o pós-estruturalista, uma vez que se volta para os elementos estruturais que constituem o romance - como o foco narrativo e a tipologia das deusas gregas, proposta por Pravaz (1981) - e, ao mesmo tempo, para o contexto em que ele se insere, sobretudo no que diz respeito ao pensamento feminista que o marca e o constitui. A obra foi analisada a partir dos conceitos operatórios fornecidos pela Teoria crítica feminista. Os resultados apontam para o questionamento dos modelos prontos e taxativos que predeterminam os lugares e papéis fixos para as mulheres. O modo de construção de Lorena, Ana Clara e Lia aponta para novas formas de lidar com a questão do gênero, essas emblemáticas figuras femininas buscam por lugares diferentes e por mudanças representativas relacionadas ao modo de serem e estarem na sociedade, mesmo que caiam, no mais das vezes, em situações que as traem e as colocam impensavelmente no lugar comum a elas determinado pela tradição patriarcal em que foram criadas.
     
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