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Título:  
  A concepção de infância retratada nas obras de Candido Portinari
Autor:  
  Keyla Andrea Santiago Oliveira   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFG/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2007
Acessos:  
  662
Resumo  
  O presente trabalho visa a investigar a concepção de infância nas obras de Candido Portinari. Tomando como lente de análise visões conjugadas da História com a Sociologia e os processos culturais, a discussão privilegia a relação das descobertas sobre o ser infantil, procura trazer um novo olhar acerca dos posicionamentos sobre a infância, considerando elementos da Arte e da Educação. As questões que nortearam a pesquisa foram: Qual seria o caminho percorrido pelo conceito de infância? Qual seria a trajetória da concepção de criança? Na sociedade dos séculos XX e XXI, existe uma concepção diferenciada desses elementos? Como as obras de Portinari podem servir de diálogo e apoio na discussão acerca da criança e da concepção de infância nos séculos XX e XXI? Há uma concepção de infância retratada nas obras de Candido Portinari? Que elementos contidos na produção e na vida do autor podem enriquecer a reflexão sobre a criança, a concepção de infância e a Educação? O movimento de estruturação dos capítulos assemelha-se ao da formação da ciranda e os avanços da discussão em busca de uma interlocução com as obras de Portinari, inicia-se com apresentação de concepções que prepararam o terreno das idéias segundo as visões de autores que enriqueceram o despertar necessário sobre a questão da infância, compondo uma verdadeira roda de olhares que guiaram a investigação. O primeiro passo rumo às pretensões de apresentar a concepção de infância da obra do artista escolhido e impulsionar o entendimento de imagens que encerrem uma mensagem particular acerca do campo artístico e educacional foi mostrar as premissas de Ariès e Heywood, cruzar a historiografia mundial sobre o ser infantil com a de outros autores, que ampliam a discussão especificamente no Brasil. Nessa discussão mereceram destaque as questões do sentimento de infância, da iconografia e dos cuidados devotados à criança nas famílias. O passo seguinte foi o de trazer a Sociologia da Prática de Bourdieu de modo a investigar como o viés sociológico é capaz de desnudar as ideologias que abarcam a discussão da infância e propor uma visão menos ingênua da estrutura social, essencialmente quando aponta nuances do campo artístico e da trajetória do artista Portinari. As acepções próprias da visão sociológica ganharam complemento no terceiro passo, que além de retomar o encontro com acontecimentos que inauguraram novos olhares para a questão infantil, contextualizaram a formação do pintor e do movimento que lançou as bases para uma nova compreensão da Arte: o Modernismo. O último passo, finalmente, apresenta o fechamento da proposta inicial, quando, por meio das imagens de oito obras do artista, das décadas de 1930, 1940, 1950 e 1960, duas de cada década, promove uma leitura sensível da obra, já que resgata as questões destacadas nos demais momentos da pesquisa e assume o compromisso de delinear o retrato da criança segundo os aspectos históricos, sociais e culturais apresentados. A ciranda se completa num movimento incessante que ressalta aos leitores a importância de uma compreensão da infância numa dimensão educativa e que contempla os valores do percurso da Arte.
     
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