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Título:  
  Formação humana para o exercício da cidadania: os saberes da experiência de jovens membros do conselho municipal da juventude de São Carlos
Autor:  
  Sabrina Fernandes   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFSCAR/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  118
Resumo  
  Este trabalho buscou compreender, a partir da perspectiva de jovens, os saberes construídos na experiência de serem membros do Conselho Municipal da Juventude de São Carlos (CMJ). Para tanto, partiu-se da consideração de que nossas experiências podem se constituir enquanto processos educativos. Isto é, as pessoas também se educam a partir das experiências que fazem ao longo de suas vidas. Como todos nós temos a experiência de participação no mundo, todos possuímos saberes diferentes, com base no que vivemos até então. A pesquisa foi desenvolvida partindo-se do reconhecimento da existência de um sistema opressor dominante em nossa sociedade, que se faz presente principalmente por meio da imposição cultural. Neste contexto, a educação é compreendida como um caminho possível na busca da libertação de tal sistema. A intervenção no mundo para tanto é sempre ato político. Dessa forma, política não se restringe à nossa relação com o Estado, pois nenhuma ação humana é despolitizada, cada ato humano está carregado de concepções acerca da sociedade em que se vive. E a educação também é impossibilitada de neutralidade, podendo tanto servir ao sistema de dominação, como ser ferramenta para desarmá-lo. São principalmente nas práticas sociais que se desencadeiam fora da instituição de ensino que podem se desenvolver processos educativos que constroem a possibilidade de uma educação que liberta. A partir destas compreensões, este estudo dispôs-se a investigar um espaço de participação juvenil, o CMJ, já partindo de pressupostos que o constituíam enquanto educativo. Trata-se de um espaço legalmente definido para intervenção de jovens no direcionamento das políticas públicas municipais. A partir do desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa, que teve como instrumento para coleta de dados a realização de entrevistas reflexivas com quatro jovens titulares do CMJ, emergiram 6 categorias por meio das quais os resultados estão apresentados: 1. participação, 2. ampliando as visões do mundo, 3. totalidade: sendo-uns-com-os-outros-no-mundo, 4. tolerância e solidariedade, 5. convivendo e dialogando, 6. os saberes da experiência. A participação pode ser desencadeadora de inúmeros processos educativos por possibilitar a interação entre pessoas diversas. Pois, a partir da interação que decorre de um ambiente participativo, as pessoas podem vir a desenvolver uma relação dialógica, ampliar suas visões de mundo, e compreenderem-se como pertencentes à totalidade. Dessa maneira podem vir a modificar suas ações frente à realidade em que vivem. Assim, a participação pode desencadear processos educativos que favorecem a formação cidadã para uma atuação consciente na realidade, na direção almejada pelo sujeito que participa.
     
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