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Título:  
  A educação ambiental e gênero como instrumentos do desenvolvimento rural em municípios do RS
Autor:  
  Estela Maris Pisoni   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFRGS/DESENVOLVIMENTO RURAL
Área Conhecimento  
  INTERDISCIPLINAR
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  402
Resumo  
  Este trabalho buscou identificar e analisar porque a presença e a participação de agricultores familiares são inferiores às de agricultoras familiares nos processos de Educação Ambiental, no meio rural e a partir disto discutir as implicações desta disparidade na eficácia dos mesmos. Para tal, foi realizada pesquisa de campo em dois municípios do estado do RS que tinham trabalhos de Educação Ambiental com agricultores e agricultoras familiares. O método principal utilizado para realizar a pesquisa de campo foi a entrevista semiestruturada, seguida da análise e síntese dos conteúdos obtidos a partir de quadros, tabelas e resumos das entrevistas, associando-os aos aportes teóricos baseados em estudo de Gênero, Educação Ambiental, Desenvolvimento Rural, Agricultura Familiar e Sustentabilidade e ao contexto de vida dos sujeitos entrevistados. As constatações da pesquisa apontaram que a presença de agricultores do sexo masculino é reduzida em atividades de Educação Ambiental, porque na percepção destes a Educação Ambiental não trata de questões técnicas, produtivas e econômicas, indispensáveis para a sobrevivência das famílias. O interesse masculino volta-se para questões técnico/produtivas e os estudos sobre diferenças de gênero no meio rural mostraram que a técnica e a tecnologia reforçam valores masculinos, enquanto que o cuidado ambiental, assim como a educação dos filhos, são vistos como atividades “leves”, não envolvendo técnica, produtividade ou lucro e por isto são consideradas atividades femininas. Outras razões para a disparidade encontram-se nas formas como o conhecimento sobre Educação Ambiental tem chegado até os agricultores familiares, na influência dos graus de escolaridade sobre as disponibilidades de participar ou não nestas e na descontinuidade das mesmas. Em relação às implicações das disparidades de presença e participação sobre a eficácia da Educação Ambiental verificou-se que os participantes de atividades de Educação Ambiental (homens ou mulheres) apresentam concepções e ações mais reflexivas, críticas e complexas em suas interações com o ambiente, confirmando que a eficácia das atividades de Educação Ambiental seria maior com maior participação dos homens, pois isto os levaria a sair de uma posição de tentativa de domínio sobre a natureza para uma posição de equilíbrio, reflexão e ação crítica sobre suas próprias práticas. A dissertação se encerra destacando aspectos da pesquisa que podem levar a maiores aprofundamentos e não foram suficientemente desenvolvidos devido às limiações de espaço e de tempo da dissertação.
     
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