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Título:  
  Percepção háptica em crianças com desenvolvimento típico e crianças com distúrbios do desenvolvimento
Autor:  
  Juliana de Melo Ocarino   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFMG/CIÊNCIAS DA REABILITAÇÃO
Área Conhecimento  
  FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  777
Resumo  
  A percepção háptica baseada em ação muscular (tato dinâmico) permite a um indivíduo perceber dimensões e orientação de objetos através do contato mecânico com uma pequena porção do objeto. A habilidade de perceber essas propriedades por meio do tato dinâmico já está bem documentada em indivíduos adultos e saudáveis. Aquisição dessa habilidade perceptual não tem recebido a mesma atenção na população infantil. Além disso, como a percepção háptica envolve exploração ativa do meio, restrições de movimento poderiam interferir nessa habilidade perceptual. Existe uma carência de estudos que informem sobre a percepção háptica (tato dinâmico) em crianças de diferentes idades, bem como em crianças com distúrbios do desenvolvimento. Portanto, os objetivos gerais desta tese foram: 1) investigar o desenvolvimento da percepção háptica em crianças com desenvolvimento típico, 2) avaliar a percepção háptica de crianças com distúrbios do desenvolvimento, 3) comparar as habilidades hápticas dessas crianças com as de crianças com desenvolvimento típico. Para alcançar esses objetivos, foram realizados dois estudos. No primeiro, a percepção háptica foi avaliada por meio de uma tarefa de perceber a utilidade funcional de hastes para puxar objetos em crianças com desenvolvimento típico de 4, 6, 8 e 10 anos de idade e em adultos (12 participantes em cada idade). Para este estudo, foram utilizadas duas hastes retas e duas em forma de L, com equivalência de massa, mas diferentes momentos de inércia. O desempenho da criança na tarefa foi avaliado por um índice de concordância observado no julgamento. A análise dos dados demonstrou que crianças mais velhas (8 e 10 anos) não foram diferentes de adultos (p>0,423) e tiveram índice de concordância significativamente maior (p=0,001) do que crianças mais jovens (4 e 6 anos de idade), o que sugere que a percepção haptica avaliada por meio desta tarefa está consolidada a partir dos oito anos de idade. No segundo estudo, a percepção háptica foi avaliada em 14 crianças com desenvolvimento típico (Grupo DT), 12 crianças com hemiplegia espástica (Grupo PC) e 10 crianças com síndrome de Down (Grupo SD). Neste estudo, a percepção háptica foi avaliada por meio de duas tarefas: percepção da utilidade funcional de hastes para puxar objetos (tarefa 1) e percepção do comprimento de hastes (tarefa 2). As análises dos dados demonstraram que crianças com distúrbios do desenvolvimento tiveram índice de concordância significativamente inferior (P<0.05), sugerindo um possível déficit na habilidade perceptual háptica avaliada na tarefa 1. Na tarefa 2, modelos de regressão hierárquica demonstraram uma variabilidade significativa entre crianças (p<0.0001). Parte dessa variância foi explicada significativamente pelo grupo do qual a criança pertencia (p<0.0001), sugerindo que os comprimentos das hastes foram percebidos diferentemente em cada grupo. No grupo DT, o momento principal de inércia de maior magnitude foi um preditor significativo do comprimento percebido (p<0.0001). Entretanto, o mesmo não foi observado nos outros grupos (p>0.05), o que sugere que as crianças desses grupos não conseguiram detectar a informação relevante que suporta a percepção do comprimento das hastes. Os resultados destes estudos possibilitaram uma melhor compreensão sobre a faixa etária de consolidação da percepção háptica em crianças típicas, bem como sobre o impacto de condições como paralisa cerebral e síndrome de Down nas habilidades perceptuais hápticas avaliadas.
     
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