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Título:  
  Processo de educação permanente no cotidiano de uma estratégia de saúde da família
Autor:  
  Valquiria Coelho Pina Paulino   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFG/ENFERMAGEM
Área Conhecimento  
  ENFERMAGEM
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2008
Acessos:  
  1.500
Resumo  
  O processo de educação permanente é uma estratégia adotada como política pública de saúde para a capacitação dos profissionais nos diversos campos da prática. Este estudo trata-se de um estudo descritivo exploratório que buscou conhecer a prática da educação permanente pelos enfermeiros que atuavam numa Estratégia Saúde da Família (ESF). Objetivou-se analisar o processo de educação permanente na ESF do no Distrito Sanitário Leste do município de Goiânia; Goiás; sob a ótica dos enfermeiros atuantes neste território; caracterizar os enfermeiros; verificar o significado e as vivências desses enfermeiros enquanto agente de educação permanente e identificar as contribuições da educação permanente no cotidiano da prática desses profissionais. Foram pesquisados 11 enfermeiros atuantes na ESF através de entrevistas semi-estruturadas; individuais após anuência dos aspectos éticos para pesquisa em seres humanos e animais da Portaria 196/96. Os dados foram analisados e apresentados em tabelas e unidades temáticas conforme Bardin (1977). O estudo evidenciou as características dos enfermeiros com faixa etária predominante entre 26 e 50 anos de idade; experiência profissional entre 4 e 27 anos e experiência na ESF entre 4 e 14 anos. A maioria fez concurso público municipal e especialização Saúde da Família. Foram evidenciadas três unidades temáticas: Significado da educação permanente; Vivências da educação permanente e Contribuições da educação permanente. Os enfermeiros compreendem o processo de educação permanente no cotidiano da sua prática como um momento de aprendizado; de reflexão; de levantamento de problemas e soluções e como espaço de produção de conhecimento. As vivências de educação permanente dos enfermeiros foram enquanto participantes nos cursos introdutórios da ESF; na capacitação especifica para os programas de atenção básica; na residência em saúde da família e como capacitadores em serviço da equipe de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Como contribuição da educação permanente para a prática profissional; os enfermeiros destacaram como aspectos positivos; o interesse pela busca do conhecimento; a integração com os ACS; a melhora na organização do trabalho na unidade e na comunidade; a conscientização e segurança nas ações de saúde com reflexos na qualidade de atendimento ao usuário. Como aspectos negativos citaram uso de metodologias tradicionais de ensino; teorização e repetição de conteúdos; centralização das ações educativas nos gestores municipais; falta de material educativo; de tempo e de espaço para as capacitações da equipe no local de trabalho. Este estudo permitiu analisar que os relatos da maioria dos enfermeiros da ESF entrevistados; ressaltam a importância da educação permanente na capacitação pessoal e da equipe; mas; que há um a centralização nos conteúdos abordados e inadequação das metodologias empregadas nos cursos de capacitação em saúde vivenciados. Os aspectos abordados pelos enfermeiros devem ser considerados; pois a política de educação permanente recomenda a metodologia da problematização para permitir a construção de conhecimentos compartilhados. O desenvolvimento dessa política na ESF pode ser uma ferramenta de transformação organizacional que poderá trazer melhorias para a qualidade da assistência por se tratar de uma estratégia da política pública de saúde e educação brasileira para a formação e desenvolvimentos dos profissionais da área de saúde.
     
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