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Título:  
  Aplicação de métodos não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto
Autor:  
  Michele Edianez Gayeski   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFSC/ENFERMAGEM
Área Conhecimento  
  ENFERMAGEM
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  249
Resumo  
  A aplicação de métodos não farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto é uma prática baseada em evidências científicas e recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Esse estudo teve como objetivos: realizar uma revisão sistemática para avaliar os resultados maternos e neonatais decorrentes da utilização de métodos não farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto classificados como tecnologia leve-dura, e avaliar a aplicação dos métodos não farmacológicos durante o trabalho de parto sob a ótica de primíparas. Para o primeiro objetivo, realizou-se uma busca nas bases de dados CINAHL, MEDLINE, LILACS, SciELO, SCOPUS e Isi Web of Science, incluindo-se 12 ensaios clínicos randomizados, publicados entre 1980 e 2009 que avaliaram o banho de imersão, a massagem e a aromaterapia. Para o segundo, realizou-se um estudo quantitativo transversal, na maternidade do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, no período de outubro de 2008 a setembro de 2009. Participaram 188 primíparas, os dados foram coletados através de entrevista por meio de formulário padronizado com escala tipo Likert e analisados por estatística descritiva, Teste Exato de Fisher, Quiquadrado e Odds Ratio. Os resultados foram apresentados em dois artigos. No artigo 1, de revisão sistemática, os resultados mostraram que o banho de imersão deve ser iniciado após 3cm de dilatação para não prolongar o trabalho de parto e prejudicar os resultados neonatais. A massagem é eficaz no alívio da ansiedade, dor e estresse, sendo mais efetiva quando utilizada no começo da fase latente. A aromaterapia diminui a ansiedade e o medo. No artigo 2, o método não farmacológico mais aplicado foi o apoio emocional do acompanhante e o banho de aspersão, entretanto, o maior grau de satisfação foi com a focalização da atenção. O método mais aplicado pelo acompanhante foi a massagem manual e dentre os membros da equipe de saúde, a enfermeira obstétrica 7 foi a que mais participou da aplicação de todos. Na avaliação do escore geral de satisfação com os métodos, as primíparas tiveram elevado grau de satisfação geral (88,3%). Foram observadas associações significativas entre esse escore e a mudança de posição (p = 0.0340, OR 3.29, IC95% 1.13-9.52) e a focalização da atenção (p = 0.0326, OR 2.61, IC95% 1.06-6.43). Em relação ao apoio emocional, 98,2% das primíparas ficaram satisfeitas com o do acompanhante. Também houve associação significativa entre o escore geral de satisfação e o apoio emocional da enfermeira (p= 0.0096, OR 3.78, IC95% 1.49-9.55), do médico (p = 0.0031, OR 3.74, IC95% 1.5-9.33) e do técnico de enfermagem (p = 0.0303, OR 4.56, IC95% 1.03-20.24). Quanto aos resultados obstétricos e expectativas sobre a dor, não houve associações significativas. Concluí-se que é necessário estabelecer parâmetros de aplicação em cada método para que os resultados maternos e neonatais sejam positivos. Na maternidade estudada praticamente todos os métodos não farmacológicos disponíveis estão sendo utilizados pelos membros da equipe de saúde e o acompanhante também está participando, porém os que geram maior grau de satisfação são os menos aplicados.
     
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