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Título:  
  Comunidade de Tomé Nunes: memória e construção identitária no alto sertão baiano
Autor:  
  Leila Maria Prates Teixeira   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UNEB/HISTÓRIA REGIONAL E LOCAL
Área Conhecimento  
  HISTÓRIA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  418
Resumo  
  Tomé Nunes, comunidade negra, localizada à margem do Rio São Francisco no município de Malhada/BA, foi reconhecida em 2004, pela Fundação Cultural Palmares, como comunidade quilombola. Este processo resultou do envio (por parte de seus moradores) de uma solicitação à Fundação para que esta procedesse ao reconhecimento. O presente estudo trata de aspectos históricos, sociais e culturais da comunidade, apoiando-se, sobretudo, na oralidade como fonte. O objetivo da pesquisa é conhecer o surgimento dessa comunidade e os efeitos da condição quilombola para os seus moradores, mulheres e homens que enfrentam uma árdua luta pela sobrevivência ao longo do tempo. Os depoimentos de moradores se unem à fontes impressas e manuscritas. Busca-se articulá-las e contrastá-la numa perspectiva teórico-metodológica da História Social. No que concerne às questões culturais e à lógica do autorreconhecimento como comunidade quilombola, consideram-se as suas influências externas (agentes da Pastoral, políticos locais) para a análise de depoimentos dos moradores dessa antiga comunidade do Médio São Francisco. Dedica-se ainda a analisar o papel desempenhado pelas mulheres da comunidade, sempre muito ativas nas lidas e lutas cotidianas. É possível observar o prestígio feminino através de marcante participação nas questões políticas, fazendo-se continuamente presentes nas reuniões da Associação de Moradores, criada para reivindicar dos poderes públicos melhorias para a comunidade. No tocante às questões culturais, as mulheres apresentam um papel fundamental por manterem acesas práticas de seus antepassados. São vínculos culturais de matriz africana que se expressam cotidianamente e que se mostram valiosos na luta pela garantia de direitos. Observa-se que todo o processo de luta pelos direitos na comunidade, vem possibilitando a formação de uma consciência crítica. Levando esses negros a criarem e recriarem, dentro da própria luta, organizações que contribuem no enfrentamento de dificuldades, pois muitos acreditam que a luta ganha novas dimensões diante dos novos desafios do cotidiano.
     
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