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Título:  
  Leishmaniose cutânea no estado do Ceará: aspectos históricos, clínicos e evolução terapêutica
Autor:  
  Anastácio de Queiroz Sousa   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFC/FARMACOLOGIA
Área Conhecimento  
  FARMACOLOGIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2009
Acessos:  
  291
Resumo  
  A leishmaniose cutânea é um importante problema de saúde no Brasil; existindo como doença autóctone em todos os estados brasileiros. No período de 1980 a 2005; foram registrados 613.644 casos no país. No Ceará; é uma doença endêmica em várias regiões e em muitos municípios faz centenas de vítimas todos os anos. Em épocas de epidemias; o número de registros tem chegado a mais de 4000 notificações por ano. Nos últimos 28 anos (1980-2008) foram diagnosticados 55.925 pessoas acometidas da doença; o que reflete uma média de 2000 vítimas de leishmaniose cutânea por ano. Sabe-se que os primeiros registros da doença no Ceará datam de 1925. Apesar de ter todo este impacto na saúde pública do estado; existem muitas lacunas no conhecimento desta infecção; quer seja do ponto de vista histórico; do ponto de vista clínico e relacionadas ao tratamento. Objetivo: Fazer um levantamento sobre os aspectos históricos e as descobertas mais relevantes relacionadas às leishmanioses; investigar quando e como foi introduzida no estado do Ceará; bem como seus descobridores; descrever de modo detalhado as manifestações clínicas da leishmaniose cutânea no Ceará; relatar a evolução histórica do tratamento; bem como apresentar uma alternativa de tratamento para a leishmaniose cutânea. Metodologia: Foram consultadas fontes primárias e fontes secundárias. Fontes Secundárias 1. Livros textos clássicos sobre leishmaniose; livros de escritores cearenses sobre tema envolvendo saúde do início do século passado; teses; artigos de revistas científicas. 2. Acervo de bibliotecas em Fortaleza (CE); Salvador (BA); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo(SP); Estados Unidos (Universidade de Virgínia; Universidade de Miami) e Inglaterra (London School of Tropical Medicine & Hygiene e Fundação Wellcome). 3. Pesquisas no Pubmed; Lilacs e Medline; 4. Pesquisa de microfilmes de jornais e de Relatórios da Provincia do Ceará; do período de 1850 a 1930; do Acervo da Biblioteca Pública Menezes Pimentel (Fortaleza-CE). 5. Pesquisa nas páginas da OMS e do yahoo e google; em especial para as biografias. Fontes Primárias: 1. Entrevistas com pesquisadores que viveram a história da leishmaniose; com familiares de pesquisadores que fizeram a história; 2. Dados e fotografias de lesões de pacientes de acervo pessoal. Resultados: Os primeiros registros da doença (em livros) no Ceará são de 1909 e registros oficiais (documentos de governo) somente existem a partir de 1917. O surgimento da leishmaniose cutanea ocorreu após a grande seca e a epidemia de varíola (1877-1879); que forçaram a migração de milhares de cearenses para a região Amazônica; para trabalhar na exploração da borracha. Ao retornarem para o Ceará trouxeram a infecção; que aqui encontrou condições propícias para se transmitir. Os primeiros registros da leishmaniose na Amazônia datam de 1820. Do ponto de vista clínico observamos que a infecção pela Leishmania braziliensis causa febre; adinamia e linfadenopatia satélite e alguns pacientes apresentam hepatoesplenomegalia. O aspirado dos linfonodos mostrou; na maioria dos casos; a presença de leishmania e a cultura do creme leucocitário em um paciente isolou o parasita. Do ponto de vista terapêutico; de 21 pacientes tratados com fluconazol na dose de 7mg/kg/dia; durante uma média de 7 semanas; 18 tiveram as úlceras totalmente cicatrizadas e dois pacientes dos três que inicialmente não responderam; obtendo a cura com associações de medicamentos que incluíram o fluconazol como uma das drogas administradas. Conclusão: A leishmaniose cutânea do Ceará é uma doença importada da Amazônia; onde a enfermidade já existia desde o início do século XIX e que deve ter chegado no Ceará antes do inicio do século XX; a infecção pela Leishmania braziliensis causa uma doença sistêmica devido ao parasitismo e é provavelmente nesta fase que a leishmania se localiza nas mucosas onde poderá causar doença mais tarde; o fluconazol é uma alternativa para o tratmento da leishmaniose cutânea.
     
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