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Pesquisa Básica
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Pesquisa por Periodicos CAPES
 
     
 
Título:  
  A relação morfologia-ortografia: um estudo sobre as representações de alunos do ensino fundamental
Autor:  
  Taiçara Farias Canêz Duarte   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFPEL/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  139
Resumo  
  Esta pesquisa, vinculada a uma linha de estudos voltada à compreensão dos processos de aquisição da escrita, tem como objetivo geral mapear as representações de alunos acerca da ortografia e da morfologia da língua portuguesa e analisar o efeito de atividades de ensino da ortografia, concernentes a aspectos da morfologia, sobre o desempenho ortográfico e sobre as mudanças representacionais que possam vir a ocorrer. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas, ambas realizadas com alunos do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Pública Municipal de Pelotas. Por meio de três instrumentos de coleta de dados e de uma entrevista clínica, a primeira etapa da pesquisa avaliou o conhecimento dos alunos sobre determinados morfemas da língua e analisou uma possível relação entre o conhecimento sobre os morfemas e o desempenho ortográfico dos alunos. A segunda etapa consistiu em desenvolver uma prática de ensino de regras ortográficas de base morfológico-gramatical e observar o efeito dessa prática sobre possíveis modificações no desempenho ortográfico do aluno, o que pode ser interpretado como mudanças representacionais referentes ao conhecimento enfocado. Os resultados, de modo geral, evidenciam que os alunos manipulam os morfemas da língua, embora o controle que possuam sobre esses processos esteja correlacionado ao tipo de morfema envolvido, sendo alguns mais acessíveis do que outros. Na primeira etapa do estudo, em que se trabalhou com o sufixo formador de profissões, o prefixo de negação in- e a flexão verbal, os alunos, de modo geral, utilizaram os sufixos selecionados pela língua para a formação de agentivos e apresentaram facilidade para explicitar verbalmente seus conhecimentos acerca do prefixo, porém não conseguiram verbalizar seus conhecimentos em relação à flexão verbal, mesmo tendo utilizado as desinências em acordo com os paradigmas verbais. No que diz respeito ao efeito das intervenções didáticas, há indícios de que o trabalho de explicitação da relação entre morfemas e ortografia pode levar o aluno a uma reelaboração de suas representações, entretanto, esse resultado será influenciado também pelo tipo de morfema envolvido. Os dados dessa segunda etapa apontam para um avanço dos alunos no que diz respeito à compreensão e à grafia do morfema –esa. Não notamos, porém, a mesma evolução no que tange ao conhecimento acerca das flexões verbais. Os resultados da pesquisa apontam, de modo geral, para a necessidade de que sejam realizados estudos que investiguem a relação entre os morfemas da língua e a aprendizagem dessas unidades em nível de explicitação verbal.
     
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