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Título:  
  Memórias de infância de professoras da educação infantil: gênero e sexualidade
Autor:  
  Míria Izabel Campos   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFGD/EDUCAÇÃO
Área Conhecimento  
  EDUCAÇÃO
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  382
Resumo  
  Esta dissertação teve o propósito de investigar como professoras da Educação Infantil vivenciaram/construíram concepções de gênero e sexualidade nas diversas relações interpessoais, nos espaços privado e público, quer sejam, família, amigos, vizinhos, escola, igreja. Como foram educadas e cuidadas para corresponder aos comportamentos “ditos” de meninas, conforme padrões sociais e históricos dominantes e impostos. O argumento foi que a infância é uma construção histórica, cultural, social e fase significativa da vida humana. Período de formação de conceitos e concepções que poderão influenciar na forma como se estabelecerão as relações, posteriormente, na vida adulta. Para desenvolver o estudo utilizaram-se como fontes privilegiadas as memórias de infância de cinco professoras, nascidas em Dourados, estado de Mato Grosso do Sul, formadas Pedagogia, que atuam junto às crianças de zero a cinco anos, nos Centros de Educação Infantil Municipal e Centros de Educação Infantil da cidade. A metodologia partiu da pesquisa bibliográfica e baseou-se em autores que discutem a infância, a Educação Infantil e as relações com as temáticas de gênero e sexualidade. Na produção de documentos, utilizando a História Oral Temática, foram registradas as memórias de infância através de entrevistas semi-estruturadas. As análises desenvolvidas evidenciaram que os aprendizados das professoras acerca de tais temáticas foram permeados por silêncios, dúvidas, medos, constrangimentos, vergonha. Ficou perceptível uma relação próxima e cotidiana com as mães e que a educação e o cuidado das/os filhas/os ficava a cargo destas que repassaram seus conceitos/preconceitos às/aos filhas/os. Evidenciou-se, também, que as professoras foram cuidadas e educadas para viver uma feminilidade exigida como a legítima, assim como uma única forma considerada normal e sadia de sexualidade, a heterossexualidade. Demonstraram-se ressentidas por viverem sempre vigiadas, cuidadas, controladas e orientadas para cumprirem funções socais consideradas “naturais” das mulheres, ou seja, para não se “excederem”, especialmente diante das brincadeiras que ocorriam apenas após a realização dos serviços domésticos, dos quais os meninos eram totalmente liberados. Constatou-se, ainda, que assertivas das diferenças de gêneros, das desigualdades de oportunidades, de lugares previstos para meninas/meninos, mulheres/homens fizeram parte da infância das colaboradoras da pesquisa. Nos depoimentos foram recorrentes as palavras: isso, disso, estes assuntos, essas questões, pois elas evitavam pronunciar as palavras sexo, sexualidade. E, além de manifestarem constrangimentos e dificuldades em tratar o assunto em pauta, as análises apontam para um desconhecimento das professoras acerca dos conceitos gênero e sexualidade na forma como são concebidos na contemporaneidade.
     
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