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Pesquisa por Periodicos CAPES
 
     
 
Título:  
  O teatro como metáfora e alegoria da vida: a pena e a lei, de Ariano Suassuna
Autor:  
  Elisabete dos Santos Fiedler   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  PUC/SP/LITERATURA E CRÍTICA LITERÁRIA
Área Conhecimento  
  LITERATURA BRASILEIRA
Nível  
  Mestrado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  1,237
Resumo  
  Nossa pesquisa sobre 'A pena e a Lei', de Ariano Suassuna teve como objetivo apreender na peça teatral a representação alegórica da vida, por meio de uma relação invertida com o texto bíblico, articulada aos elementos teatrais (personagens, indicadores de cena, voz do autor-ator-apresentador). Para isso, amparamo-nos, especialmente, na leitura dos autos e mamulengos que estão inscritos nesse texto dramático e nos conceitos bakhtinianos de carnavalização e paródia grotesca da Idade Média, representando a passagem do homem, do nascimento automatizado até chegar à verdadeira autonomia do ser, numa inversão do gênesis bíblico, cuja meta é criar pela arte teatral uma proposta de crítica libertadora do sistema de dominação econômica e política. Desse modo, observamos que a unidade da peça anda em paralelo com a Bíblia e dialoga diretamente com o teatro medieval narrando numa seqüência lógica a história do Homem, da origem à redenção, e da luta entre as duas entidades: o Bem e o Mal. Tal estrutura aponta para uma alegoria maior, representando a vida do homem na Terra. Observamos ainda, que a peça apresenta características da cultura popular nordestina – o teatro de mamulengos, o bumba-meu-boi, ditados e canções populares – numa confluência que torna evidente o interesse de Suassuna em não só colocar a cultura popular nordestina ao lado da erudita como também de levar ao público um saber propiciado pela arte. Portanto, podemos inferir que o teatro de Suassuna traz em seu bojo a duplicidade entre a função artística e a pragmática, que atende à proposta do projeto Armorial, criado posteriormente pelo autor.
     
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