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Título:  
  Monitoria patológica e inquérito epidemiológico para avaliação da infecção por helmintos e coccídios em suínos de abatedouros da região metropolitana de Recife e Zona da Mata do estado de Pernambuco
Autor:  
  Alessandra Santos D`Alencar   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFRPE/MEDICINA VETERINÁRIA
Área Conhecimento  
  MEDICINA VETERINÁRIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  3,054
Resumo  
  Os pesquisadores e veterinários que atuam na suinocultura brasileira possuem uma boa idéia dos problemas sanitários existentes, especialmente na sua própria região de atuação. Em função do curto ciclo de produção e do caráter clínico ou subclínico de muitas das enfermidades que acometem os suínos, a utilização do matadouro surgiu como importante fonte de dados epidemiológicos sobre a incidência e prevalência de doenças nos rebanhos, tornando-se a monitoria de animais em abatedouros uma das mais importantes fontes de informações para a obtenção de dados para avaliação da situação da saúde de sistemas de produção de suínos, com a finalidade de obter estatística sobre incidências ou prevalências de doenças limitantes que afetam os suínos. Desta forma, desenvolveu-se este trabalho com o objetivo de analisar a associação entre a frequência de infecção por helmintos e coccídios e características das propriedades, e avaliar as lesões em órgãos de suínos em abatedouros da Região Metropolitana de Recife e Zona da Mata do estado de Pernambuco, Brazil. O trabalho foi realizado em três abatedouros inscritos no sistema de inspeção estadual, localizados na Região Metropolitana de Recife e Zona da Mata do estado Pernambuco, no período de julho de 2008 a maio de 2009. Analisaram-se 715 suínos, oriundos de oito granjas tecnificadas e três de subsistência. Realizou-se a contagem de ovos/oocistos nas fezes e coprocultura para diagnóstico da infecção por parasitos gastrintestinais em amostras fecais coletadas na linha de inspeção, além da inspeção das vísceras para verificação de lesões e coleta de material para exame histopatológico. Um questionário investigativo foi utilizado para conhecer a situação das granjas. A positividade para helmintos foi de 2,7% (12/447), predominando ovos tipo Strongyloidea. A presença de coccídios foi detectada em 6,5% (29/447), incluindo Eimeria spp e Isospora suis. Dentre os achados macroscópicos predominaram as de pulmão com 43,8% (313/715), seguidas de 4,7% (35/715) para fígado e rins com 2,6% (19/715), com frequências respectivamente maiores para pneumonia, manchas leitosas e hidronefrose. Histologicamente, predominaram as pneumonias granulomatosas; nos fígados com manchas leitosas foram observados congestão sinusoidal, focos inflamatórios granulomatosos, perihepatite granulomatosa, e infiltração eosinofílica nos espaços interlobulares. Nos rins, nefrite intersticial crônica. Observou-se associação significativa (p < 0,05) com as variáveis relacionadas ao manejo das instalações, particularmente os aspectos higiênicos, tanto para as taxas de parasitismo por helmintos e coccídios quanto para a frequências de manchas leitosas e lesões pulmonares.
     
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