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Título:  
  Reinfecção com diferentes cepas virais em crianças com infecção congênita pelo Citomegalovirus (CMV)
Autor:  
  Vírginia Mara de Deus Wagatsuma   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  USP/RP/SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Área Conhecimento  
  BIOLOGIA GERAL
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  382
Resumo  
  O Citomegalovirus (CMV) é o agente causal mais frequente de infecção congênita no homem, constituindo importante problema de saúde pública em decorrência da gravidade das sequelas em longo prazo na infância. É conhecido que crianças congenitamente infectadas pelo CMV apresentam excreção viral prolongada com grande contribuição no ciclo natural da infecção pelo CMV. Entretanto, não é conhecido se estas crianças albergam uma única cepa do CMV ou se a reinfecção com novas cepas contribui para manutenção da excreção viral prolongada. Para determinar a frequência de reinfecção e da mistura de genótipos (excreção simultânea de duas ou mais cepas do CMV no mesmo sítio de excreção), amostras seriadas de urina e saliva de 85 crianças com infecção congênita pelo CMV foram coletadas prospectivamente até pelo menos quatro anos de vida. As diferentes cepas foram classificadas por meio da análise do tamanho dos fragmentos de restrição (RFLP) em uma das quatro principais variantes genotípicas da glicoproteína B (gB) e, a confirmação da mistura de cepas foi realizada pela PCR primer-específica para as quatro variantes da glicoproteína N (gN). A caracterização genotípica da glicoproteína B (gB) em amostras de urina e saliva de crianças com infecção congênita no presente estudo demonstrou que 44% das crianças haviam adquirido uma nova cepa ao final do quarto ano de vida. Entretanto, uma parcela destas crianças apresentou evidências moleculares de reinfecção por uma nova variante genotípica, sendo a de maior incidência de reinfecção por uma nova cepa do CMV (20%), a faixa etária dos dois anos de vida. A mistura de cepas na mesma amostra foi confirmada em 19% das crianças que adquiriram uma nova cepa do CMV. Corroborando com este achado, após períodos de intermitência da excreção viral observou-se que a maioria das crianças permanece excretando uma cepa com as mesmas características daquela adquirida intraútero, ou seja, a reativação da cepa latente é mais frequente quando comparada à reinfecção por uma nova cepa do CMV [4/30 (13%) vs. 26/30 (87%), p < 0,0001). Ainda com relação à ocorrência de reinfecção, com exceção da idade de início do convívio em creches (média de 2 anos ± 1 ano, OR = 11,92, IC95% 1,21- 285,72) e do número de pessoas na mesma casa no período do nascimento (média de 4 pessoas, OR = 4,33, IC95% 1,24 – 15,21), nenhum dos fatores de risco avaliados mostrou associação com a aquisição de uma nova cepa do CMV. A elevada frequência de reinfecção associada à média da idade de inicio do convívio em creche e/ou instituição e o número de pessoas na mesma casa ao nascimento implicam que a reinfecção está associada à frequente exposição a um grande número de cepas circulantes. Entretanto, a prevalência de um maior número de crianças que apresentaram reativação da cepa endógena sugere que a excreção viral por longos períodos em crianças congenitamente infectadas pelo CMV pode estar associada persistência da infecção da cepa adquirida no período intraútero.
     
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