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Título:  
  Fiéis descendentes: redes-irmandades na pós-abolição entre as comunidades negras rurais sul-mato-grossenses
Autor:  
  Carlos Alexandre Barbosa Plinio dos Santos   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UNB/ANTROPOLOGIA
Área Conhecimento  
  ANTROPOLOGIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  360
Resumo  
  Nessa tese abordo parte da história das comunidades negras rurais e rurbanas quilombolas do Mato Grosso do Sul, sob a perspectiva do campesinato e da memória dos idosos dessas comunidades. Demonstro as interações que ocorreram entre ex-escravos da região sul de Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul) com ex-escravos migrantes das fazendas escravocratas do Triângulo Mineiro e do sul do estado de Goiás. Essas interações provocaram o nascimento do que denomino de Irmandade, que uniu seus membros com o objetivo comum de realizar o “projeto camponês” e que pode ser resumido na tríade terra, família e trabalho. Essas categorias nucleantes, centrais para o campesinato, estão diretamente conectadas à reprodução social do campesinato. Procuro evidenciar também que os membros das Irmandades formaram intrínsecas interações (políticas, socioeconômicas e culturais), as quais denominei de rede-irmandade. O foco dessa rede era o de ajuda e apoio mútuo, além da preservação e acesso à terra, ou seja, o projeto de reprodução social camponês. A constituição das redes-irmandades possibilitou que uma família pudesse, por meio de seus descendentes, fundar e/ou ajudar a fundar outras comunidades negras rurais. Trabalho com a ideia de que essas redes estão centradas no movimento e na conexão, interligando territorialidades espacialmente descontínuas, porém intensamente conectadas e articuladas entre si. As migrações de ex-escravos, a formação de suas redes-irmandades e a luta atual das comunidades negras rurais e rurbanas quilombolas estão inteiramente atreladas ao “projeto camponês”. A terra, enquanto categoria nucleante, continua a organizar as comunidades negras rurais, porém ela resignificou a luta, que era baseada somente no parentesco e no compadrio, e atualmente está baseada também no campo político, representada pelo Movimento Quilombola e pelo Movimento Negro. Atualmente, como foi no passado, as comunidades negras rurais quilombolas, ao reivindicarem a regularização fundiária de suas terras, têm, como foco principal, a concretização do projeto camponês.
     
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