Portal Domínio Público - Biblioteca digital desenvolvida em software livre  
Missão
Política do Acervo
Estatísticas
Fale Conosco
Quero Colaborar
Ajuda
 
 
Tipo de Mídia: Texto
Formato:  .pdf
Tamanho:  1.14 MB
     
  Detalhe da ibra
Pesquisa Básica
Pesquisa por Conteúdo
Pesquisa por Nome do Autor
Pesquisa por Periodicos CAPES
 
     
 
Título:  
  Nicolau de Cusa: visão de Deus e teoria do conhecimento
Autor:  
  Sonia Regina Lyra   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  PUC/SP/CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
Área Conhecimento  
  TEOLOGIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  74
Resumo  
  Deus é o alvo e a busca da teoria do conhecimento proposta por Nicolau de Cusa. A disjunção e a conjunção constituem o muro da coincidência dos opostos, para além do qual Deus existe desvinculado de tudo aquilo que pode ser dito ou pensado. A ousadia da proposta cusana está em propor o enigma fortemente especulativo, que é ver o invisível, através das coisas criadas visíveis, o qual é buscado de modo invisível especialmente em suas obras De docta ignorantia e A visão de Deus. O não-outro, um dos nomes mais precisos segundo Nicolau de Cusa para denominar o inominável, já tinha sido prenunciado por Dionísio Areopagita no final da sua De mystica theologia. Todo conceito, toda definição é, pois, conjectural em torno do primeiro princípio. Definir é dar limites e acima de tudo, conhecer ainda que a própria definição não possa ser definida por coisa alguma em virtude de sua anterioridade. Uma vez que é a definição que permite a excelência do conhecimento, dando limites e determinações, a busca da douta ignorância que acompanha a tragetória da teoria vai circunscrevendo o conhecimento e deixando de fora tudo aquilo que ele não é, seguindo por uma teologia negativa. Considerada como autodefinidora de si mesma em seu princípio ontológico a definição se diferencia dela mesma enquanto enunciado da razão e como princípio gnoseologico. É então que o discurso permite impor um limite conceitual à respeito da coisa e daquilo que ela não é. Sendo o primeiro princípio, princípio intelectual, não pode ter como objeto do pensamento, outro que não a si mesmo, e, com isso, é princípio único do ser e do conhecer - principium essendi et cognoscendi. A dimensão mística dessa teoria do conhecimento pode ser vista no A visão de Deus onde o Cusano prepara e indica a trajetória a ser percorrida desde o sensível até o salto transsumptivo para além do muro da coincidência dos opostos. Entendido como imago Dei o homem tem em paralelo com a mente divina a humana mens ainda que essa noção implique em apontar para a insuficiência da imagem com relação ao seu exemplar
     
    Baixar arquivo