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Título:  
  Ritxoko - A voz visual das ceramistas Karajá
Autor:  
  Chang Whan   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFRJ/ARTES VISUAIS
Área Conhecimento  
  ARTES
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  369
Resumo  
  O presente trabalho apresenta resultados de estudo realizado sobre a cerâmica figurativa Karajá, com base em pesquisa contextual, integrando dados bibliográficos, museográficos e de pesquisa de campo etnográfica. As ritxoko, como são chamadas pelas ceramistas Karajá, são analisadas nos seus aspectos materiais, formais, sígnicos, estilísticos e sociais, segundo uma perspectiva histórica, preconizada pela Teoria da Praxis, que considera que mudanças verificadas nos diversos âmbitos resultam de agências múltiplas em contínua e dinâmica interação - agências internas (ceramistas e cultura Karajá) e externas (compradores e cultura nacional envolvente), humanas (intenções conscientes) e não-humanas (contingências materiais), histórico-estruturais (previsíveis) e circunstanciais (não-previsíveis). Nesta perspectiva, a instituição de peculiar aspecto morfológico nas ritxoko, a saliência abdominal, como marca sígnica do gênero feminino pelas ceramistas Karajá é analisada como resultado de processo de "exaptação", segundo proposição teórica de S. J. Gould (1979, 1991). A saliência abdominal poderia ser considerada como mais um exemplo de um "spandrel" cultural. Com base em material bibliográfico, no estudo das coleções etnográficas de cerâmica Karajá do acervo do Setor de Etnologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro e em informações obtidas em pesquisa de campo, propõe-se a hipótese de que a origem das atuais ritxoko Karajá remontam à tradicional prática de modelagem de figuras em miniatura com cera de abelha, tybora. O trabalho de campo também gerou uma etnografia da tecnologia oleira Karajá. Por fim, o estudo traça o percurso das ritxoko, de sua origem como brinquedo de criança, de produção eventual, a peças produzidas em escala para fins comerciais, voltadas para um crescente mercado de arte e artesanato indígena. Neste processo, e no novo contexto, as ritxoko se tornam expressões artísticas que, de forma silenciosa porém eloquente, ecoam vozes femininas Karajá. Através de suas ritxoko, as ceramistas falam visualmente e afirmativamente sobre suas vidas e cultura, tanto para a sua própria gente, os Iny, como para o mundo tori.
     
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