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Título:  
  Algodão branco e colorido cultivado no sistema orgânico com plantio direto em diferentes coberturas de solo.
Autor:  
  Euripedes Maximiano Arantes   Listar as obras deste autor
Categoria:  
  Teses e Dissertações
Idioma:  
  Português
Instituição:/Parceiro  
  [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES   Ir para a página desta Instituição
Instituição:/Programa  
  UFSCAR/ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS
Área Conhecimento  
  ECOLOGIA
Nível  
  Doutorado
Ano da Tese  
  2010
Acessos:  
  141
Resumo  
  Considerado como alternativa de manejo mais adequada para as condições tropicais, o sistema plantio direto pode seguir os princípios da agricultura orgânica e contribuir para a evolução e sustentabilidade dos sistemas de produção orgânica de algodão. Com o objetivo de gerar informações sobre o uso de plantas de cobertura de solo para a produção de algodão de fibras brancas e coloridas no sistema orgânico com plantio direto, foi conduzido um experimento nos anos agrícolas 2006/07 e 2007/08 em Cáceres-MT, com delineamento de blocos casualizados, tratamentos dispostos em esquema de parcelas subdivididas e quatro repetições. Nas parcelas avaliaram-se coberturas de solo constituídas por resíduos culturais de mucuna preta (Estilozobium aterrimum), feijão guandu anão (Cajanus cajan), feijão de porco (Canavalia ensiformes), crotalária juncea (Crotalaria juncea), milheto (Pennisetum glaucum cv ADR 300), sorgo granífero (Sorghum bicolor cv BRS 307), coquetel das espécies utilizadas, vegetação espontânea e solo exposto. Nas subparcelas avaliaram-se as cultivares de algodoeiro herbáceo BRS ITAÚBA (branco) e CNPA AMT 19 (marrom) em plantio direto sobre os resíduos culturais das plantas de cobertura de solo cultivadas em pré-plantio. As plantas de cobertura produzem fitomassa em quantidades suficientes para uma adequada cobertura de solo. A mucuna preta, de modo geral, apresenta maior capacidade de extração e acúmulo de nutrientes, destacando-se quanto ao potencial de ciclagem de nitrogênio e fósforo, enquanto o milheto e a crotalária apresentam, respectivamente, maior potencial de ciclagem de potássio e magnésio. Os resíduos culturais do feijão de porco, vegetação espontânea e crotalária proporcionam coberturas de baixa persistência, enquanto os resíduos de milheto e guandu anão proporcionam coberturas mais persistentes. Durante o processo de decomposição dos resíduos, os nutrientes seguem a seguinte ordem decrescente de liberação: K > P > N = S > Mg > Ca, sendo o potássio o nutriente de liberação mais rápida e sujeito a perdas. A mucuna preta apresenta maior capacidade de supressão de plantas invasoras, evidenciando potencial para uso em sistemas de produção sem aplicação de herbicidas, contrastando com a baixa capacidade de supressão do milheto e da vegetação espontânea. O aporte de resíduos de plantas de cobertura promove na camada superficial do solo aumento nos valores dos atributos pH, MOS, P, K, Ca, Mg, V e CTC. As coberturas não influenciam nas características de fibras, mas exercem efeitos significativos nas características agronômicas e na produtividade de algodão. As maiores produtividades ocorrem nas palhadas da crotalária juncea, feijão de porco, mucuna preta e coquetel de espécies. A cultivar de algodão de fibras marrom (CNPA AMT 19) apresenta produtividade e qualidade de fibra inferior à da cultivar de fibra branca (BRS ITAÚBA), porém suas fibras possuem características que atendem os padrões requeridos pela indústria têxtil.
     
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